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Mini curso de música – Parte 3

Com estas definições, podemos entender como são classificados os acordes, que são formados com 3 ou mais notas que soam simultaneamente.  Há instrumentos que não podem tocar acordes: a voz humana, flauta, trombone, etc. São instrumentos melódicos ou solistas porque só podem tocar melodias – sucessões de notas singulares. Os instrumentos que permitem tocar acordes são instrumentos harmônicos pois neles se fazem harmonias através dos acordes. Exemplos de instrumentos harmônicos: violão, piano, órgão, etc.
Se partirmos da nota DÓ, omitimos a nota RÉ tocamos a nota MI, omitimos a nota FÁ e tocamos a nota SOL, o resultado será:  DÓ – MI – SOL  ou seja o Acorde de DÓ MAIOR, representado abaixo:
Assim, dizemos que DÓ é a Fundamental do Acorde. A fundamental sempre é a nota mais grave do acorde e a que define sua classificação. MI é a Terceira do Acorde ( forma um Intervalo de 3ª com a fundamental). SOL é a Quinta do Acorde (forma um Intervalo de 5ª com a fundamental).

Se partirmos de RÉ e com base nas notas da Escala de DO Maior, ficamos com o Acorde de RÉ – FÁ – LÁ: Acorde de RÉ Menor. O mesmo se passa começando em qualquer das notas da Escala. Estes Acordes de 3 sons:

Acordes Perfeitos, podem dividir-se em 4 categorias:

·     ACORDE PERFEITO MAIOR:

Formado por uma 3ª Maior e uma 5ª Perfeita.

·     ACORDE PERFEITO MENOR:

Formado por uma 3ª Menor e uma 5ª perfeita.

·     ACORDE DE 5ª AUMENTADA:

Formado por uma 3ª Maior e uma 5ª Aumentada.

·     ACORDE DE 5ª DIMINUTA:

Formado por uma 3ª Menor e uma 5ª Diminuta.

Estes dois últimos Acordes que contêm Intervalos Dissonantes:

(5ª Aumentada e 5ª Diminuta), denominam-se Acordes Perfeitos Dissonantes.

Além destes Acordes de 3 sons, denominados Perfeitos ou de 5ª (Quinta), temos:

Acordes de 4 sons, denominados  Acordes de 7ª (Sétima).

Acordes de 5 sons, denominados  Acordes de 9ª (Nona).

Os acordes podem encontrar-se no estado fundamental ou invertidos se a nota mais grave do acorde não corresponder à nota fundamental.

Os acordes de três sons podem apresentar duas inversões:

DÓ – MI – SOL – Estado Fundamental

MI – SOL – DÓ – 1ª Inversão

SOL – DÓ – MI – 2ª Inversão

As notas são as mesmas, embora se encontrem em posições diferentes.

Como já foi dito, a partir de cada nota das escalas Maiores e Menores, formam-se por intervalos de terceira, acordes, que, respeitando as notas da escala, vão tomando as configurações: Maior, Menor, Aumentado ou Diminuto.

Para construir acordes de 4 sons acrescenta-se mais uma nota a esses acordes a uma distância de uma terceira, como acontecia já nos acordes de 3 notas: a Sétima.

Se pensarmos no acorde de DÓ Maior, DÓ – MI – SOL, respectivamente tónica, terceira e quinta, a sétima será a nota SI, à distância de um intervalo de uma sétima maior em relação à tónica.
Um acorde de 4 notas é obviamente mais complexo do que um acorde de 3 notas, visto que ao acrescentarmos mais uma nota, aumenta o número de relações harmônicas.

Os acordes também podem ter intervalos de nona, de décima primeira, décima terceira, etc.  Por exemplo, o acorde de DÓ Maior de Sétima (7ª) com nona, seria construído pelas notas: DÓ – MI – SOL – SI, mais a nota RÉ à distância de uma nona maior em relação à tónica.

Existe outra forma de representar as notas além da forma com notas num pentagrama. Elas podem ser representadas por letras. Nesse caso, a nota LÁ é usada como base para esta notação, sendo representada pela primeira letra do alfabeto(A). A sucessão de notas fica assim:
dó – C
ré – D
mi – E
fá – F
sol – G
lá – A
si- B

Esta notação é muito usada em cifras, que representam acordes em notação de músicas para instrumentos de corda dedilhada, como o violão e a guitarra. Assim, o acorde de Dó maior é representado por C. O de Dó menor, por Cm.


Os instrumentos musicais

Desde a antiguidade, o homem procurou produzir sons usando objetos. Na pré-história, o máximo que deve ter havido foram os ruídos de sons percutidos, já que os humanos ainda não tinham grande desenvolvimento manual para construir instrumentos melódicos. Os primeiros instrumentos mais elaborados, capazes de produzir melodias, parecem ter começado a surgir na antiguidade. No Egito, na Grécia, em Roma e em outras civilizações antigas já exisitiam cítaras, liras, instrumentos de sopros. Também os índios da América pré-colombiana já produziam seus tambores, flautas e instrumentos de corda.
Os instrumentos mais próximos aos que usamos atualmente surgiram na Europa na Idade Média. Precurssores do violão, violino, trombone, trompete, acordeão, etc, já existiam. Desenvolvê-los foi apenas uma questão de tempo. No século XIX, os instrumentos acústicos atuais já tinham a forma atual. A orquestra sinfõnica já tinha a formação que tem hoje: Violinos, violas, violoncelos e contrabaixos no naipe de cordas; Flautas, clarinetes, oboés e fagotes nas madeiras; trombetas, trompas, trombones e tuba nos metais; tímpanos, pratos e bombo na percussão. Esta era a formação básica, mas mesmo Beethoven e seus contemporâneos já incluiam outros instrumentos como flautins, tuba, pandeiro, glockenspiel, sinos, etc.
Uma orquestra atual pode ter um número infinito de instrumentos, limitado somente á imaginação do compositor. Abaixo, uma formação típica de orquestra sinfônica moderna:

Cordas:

Primeiros e segundos violinos, liderados pelo spalla
Violas
Violoncelos
Contrabaixos

Sopros de madeira:
Flautim
2 Flautas
2 oboés
2 clarinetes em Sib
2 Fagotes
contrafagote
Saxofone (soprano, alto, tenor ou barítono)
Clarinete baixo ou Clarone
Corne Inglês

Sopros de metal:
2 Trompetes em Sib
4 Trompas em Fá
3 Trombones
Tuba

Percussão:
Tímpanos
Pratos
Bombo
Tam-tam (gongo)
Xilofone
Glockenspiel
Celesta
Piano
Marimba
Pandeiro
Castanholas
Chocalho
Carrilhão (sinos)

Corda dedilhada
Harpa

Os violinos, violas, violoncelos e contrabaixos são instrumentos de corda friccionada. O executante fricciona um arco em suas cordas para a produção do som.

Os instrumentos de sopro dividem-se em madeiras e metais, conforme o material usado para sua construção de suas partes. As madeiras costumam ter o som mais suave e atingem as regiões mais agudas com facilidade e clareza na emissão de som. O flautim é o único instrumento que consegue produzir as notas superagudas da escala com grande brilho e clareza, podendo ser ouvido em meio a muitos instrumentos tocando ao mesmo tempo. O instrumentos de sopro de madeira que chegam às regiões mais graves são o fagote, o clarinete baixo e o contrafagote. Os metais tem o som mais forte e incisivo. O que consegue chegar às notas mais agudas é o trompete. A tuba é o que emite os sons mais graves.
Os instrumentos de percussão são inumeráveis, pois na verdade até uma caixa de madeira ou uma lata podem ser usados para a produção de sons rítimicos. No Brasil, são muitos os intrumentos de percussão usados em música popular. Podemos citar o pandeiro, o tamborim, a cuíca (que é um tambor de fricção), o reco-reco, o surdo, o chocalho, etc. O maestro Heitor Villa-Lobos (1887-1959) foi o primeiro compositor a incluir sistematicamente em obras sinfônicas instrumentos de percussão típicos da música popular brasileira.
Podemos citar inúmeros outros instrumentos que participam de outros conjuntos musicais. Entre eles, merecem destaque o violão, a guitarra, o baixo elétrico, o bandolim, o cavaquinho, todos instrumentos de corda dedilhada. Alguns deles são tocados com uma palheta, uma pequena lingueta dura para tanger as cordas. As cordas do violão só são tangidas com os dedos, mas em música popular podem ser dedilhadas tanto com a polpa dos dedos como com as unhas, sendo nessa última forma atacadas em conjunto, para marcar o ritmo e formar o acompanhamento harmônico de uma canção. Essa forma de tocar o violão é a mais fácil, sendo por isso muito usada por músicos amadores. Em música erudita, as cordas do violão são sempre dedilhadas separadamente, o que exige um domínio técnico bem maior da parte do instrumentista.
O piano é um instrumento de percussão. Nele, o som é produzido através de cordas que vibram quando percutidas por martelos acionados pelos dedos do pianista no teclado. Através dos pedais, o instrumentista pode prolongar a duração das notas ou produzir sons velados (no pedal de surdina).
Devemos também mencionar os instrumentos eletrônicos, onde o som é obtido através de equipamentos elétricos, amplificadores, sintetizadores, etc. Os arranjadores de música popular das últimas décadas tem se utilizado muito dos recursos eletrônicos e de estúdio, o que talvez algumas vezes faça as execuções perderem um pouco de calor sonoro e espontaneidade já que, apesar de todos os avanços tecnológicos que dispomos atualmente, nem mesmo a máquina mais perfeita conseguiu ainda substituir o ser humano na execução de instrumentos musicais.

2 comments on “Mini curso de música – Parte 3

  1. gclassroom.hostoi.com’s done it once more. Amazing writing.

  2. If only more people would read this.

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