Deixe um comentário

Mini curso de música – Parte 1

O som é o resultado do choque de dois corpos. Quando ouvimos uma música, estamos ouvindo os ruídos resultantes da fricção/batida/sopro de um instrumento. Por exemplo, quando ouvimos um oboé tocando, estamos na realidade ouvindo o som do ar que o instrumentista sopra dentro do bocal se chocando com as paredes internas do instrumento.
A música é uma sucessão organizada de sons. Ao longo dos milênios, o ser humano foi desenvolvendo formas de produzir sons e anotá-los. A escrita musical que usamos nos tempos atuais tomou forma a cerca de 500 anos, na Europa.
Pela escrita musical ocidental, os sons musicais podem ser divididos em 7, chamados de notas, com os seguintes nomes: , , MI, , SOL, , SI. (Clique em cada nota para ouví-la). Essas notas são escritas em um sinal gráfico de 5 linhas sobrepostas, chamado de PAUTA ou PENTAGRAMA.

Escala Musical

O sinal à extrema esquerda da pauta chama-se CLAVE DE SOL, e serve para indicar a linha da pauta onde deve ser escrita a nota Sol. Isso se deve ao fato de que existem outras formas de se colocarem as notas na pauta. A clave de Sol é uma estilização gráfica da letra G, pois na nomenclatura européia a nota Sol é representada por esta letra. Em cifragem de acordes, esta representação por letras é usada para indicar a base do acorde, como veremos posteriormente.

Um acorde é a execução simultânea de dois ou mais sons
Acorde de Ré
O acorde acima possui três notas, e como a nota inferior é um Ré, este acorde é um Acorde de Ré (clique no acorde para ouvír).

Uma ESCALA é uma sucessão ascendente ou descentente de notas, e um instrumento musical pode reproduzir uma escala com várias OITAVAS (uma oitava é o espaço entre uma nota e sua correspondente aguda ou grave mais próxima). O piano, por exemplo, abrange várias oitavas, desde notas da região subgrave até a superaguda.

Assim, uma nota DÓ, por exemplo, pode ser tocada em diferentes alturas, mais agudas ou mais graves, conforme a oitava em que se encontre (clique aqui para ouvir a nota DÓ em várias oitavas).

Clave de Fá
Para se escreverem notas graves, costuma-se usar a clave de FÁ(figura acima). Existem outras claves, como a de Dó, que costuma ser usada para partituras da viola sinfônica (não confundir com a viola popular de cordas dedillhadas).

O som musical é formado por três elementos: a melodia (sucessão ordenada de notas), a harmonia (combinação de sons tocados simultaneamente) e o ritmo (sucessão regular de sons com durações distintas) .

A duração de uma nota é escrita na pauta usando-se as chamadas figuras de som, representadas na figura abaixo:
Figuras de som

Tomando-se a Semibreve como ponto de partida, cada nota a sua direita tem metade do seu tempo de duração. Assim, a mínima dura metade da semibreve, a semínima metade da mínima, e assim sucessivamente.

Para definir o ritmo de uma música, usa-se na pauta a indicação do COMPASSO, que é indicado por uma fração colocada após a clave. Para um ritmo binário (uma batida forte e uma fraca) usa-se a fração 2/4, que significa duas semínimas por compasso. O número 4 representa sempre a semínima, usada geralmente como valor base para a definição de compassos e andamentos. Para um ritmo ternário (uma nota forte e duas fracas), usa-se a fração 3/4, e assim por diante.

Claro que esses ritmos são básicos, e uma peça musical apresenta muitas subdivisões de ritmos dentro de cada compasso. Seja quantas forem as notas dentro de um compasso, a soma de seus tempos de duração não pode nunca exceder ao valor total daquele compasso. Assim, numa música em ritmo quaternário (4/4) , a soma de tempos das notas de cada compasso terá que ser exatamente quatro vezes uma semínima.

Compasso quaternário
Observando o compasso acima, vemos que foram usadas notas com diferentes tempos de duração, mas a soma delas dá exatamente quatro vezes uma semínima, ou seja, 4/4.

Podem ser usados outros tipos de compasso, que usam outros valores como base. Um compasso binário que tem como base a mínima é indicado por 2/2. Se for um quaternário com base numa colcheia, indica-se por 4/8 .

Observa-se que cada figura de som é indicada na fração do compasso por um número que é sempre o dobro do antecessor. Assim, a semibreve se indica por 1, a mínima por 2, a semínima por 4, a colcheia por 8, e assim por diante.

Os compassos mais usados são o binário (2/4), o ternário (3/4) e o quaternário (4/4). Outro compasso usado com certa frequência é o compasso  ternário composto, onde cada tempo tem uma divisão ternária. Neste tipo de compasso, o denominador da fração indicativa representa a figura de som que vale um terço de cada tempo do compasso. Por exemplo, o compasso 6/8, o numerador indica que o compasso é BINÁRIO (porque 6 dividido por 3 é igual a 2), e o denominador indica que a COLCHEIA equivale a um terço do tempo (lembrando que este compasso tem DOIS TEMPOS e cada tempo terá TRÊS COLCHEIAS).
Mais raros são os compassos irregulares, como por exemplo um compasso de  7/4 ou 13/16. Estes indicam quebras de ritmo durante uma peça, ou uma peça inteira com um  ritmo irregular.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: